domingo, 15 de março de 2009

Capital privado já é dono de 60% da Petrobras. Estrangeiros já dominam 40% do capital da empresa.


As entidades abaixo assinadas vêm repudiar a violenta e desastrosa ação da Polícia Militar e da Guarda Municipal do Rio de Janeiro, que deixou cerca de 50 feridos e três pessoas detidas durante uma manifestação pacífica, por volta de meio-dia, da quinta-feira, dia 18/12, na Avenida Rio Branco, em protesto contra a 10ª Rodada de Licitação do Petróleo. Depois de receberem uma ordem de despejo na noite do dia 17 para desocupar o Edifício Sede da Petrobrás, as 500 pessoas presentes na manifestação retornaram na manhã do dia 17, para a Candelária, que fica perto da Agência Nacional do Petróleo (ANP), responsável pela realização dos leilões das áreas petrolíferas. Em seguida, a manifestação prosseguiria pela Avenida Rio Branco, em direção à Cinelândia.
A violenta reação da Polícia Militar e da Guarda Municipal surpreendeu os manifestantes que foram espancados durante toda a caminhada pela Avenida Rio Branco. Até agora os organizadores da manifestação, convocada pelo Fórum Nacional contra a Privatização do Petróleo e Gás, que reúne dezenas de entidades, confirmam a detenção de três pessoas: Emanuel Cancella, coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ); Gualberto Tinoco (Piteu), da Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas); Thaigo Lúcio Costa, estudante de jornalismo da Universidade de Santa Cecília, de Santos. Dentre os feridos, esteve hospitalizado, com um corte na cabeça, no Souza Aguiar, o diretor do Sindipetro-RJ Eduardo Henrique Soares da Costa. Um militante do MST quebrou o braço, ao ser espancado pela PM.
Desde a ordem de despejo, vinda da presidência da Petrobrás, os manifestantes sentiram a animosidade das forças de repressão, mas não esperavam ação tão agressiva, contra uma simples manifestação de protesto.
A ação absurda da polícia remonta à sombria época da ditadura militar, impedindo a liberdade de manifestação e o democrático direito de defesa da soberania nacional e dos recursos naturais brasileiros. Por esse motivo, repudiamos a ação violenta da polícia e exigimos imediato fim da criminalização dos movimentos sociais.
Fonte: http://www.apn.org.br/

SEGUE O ABAIXO-ASSINADO:
Hoje, 40% das áreas em exploração e produção de petróleo e gás estão em mãos privadas, diretamente ou em parceria com a Petrobrás. Com as atuais concessões, estima-se que as multinacionais vão se apropriar de metade do petróleo a ser produzido nos campos gigantes de Tupi e Carioca.A maioria do capital da Petrobrás não é mais estatal: 60% de suas ações foram privatizadas. O capital estrangeiro já é dono de 40% da Petrobrás! O povo brasileiro praticamente não se beneficia da exploração multinacional de nosso petróleo. As taxas e impostos pagos pelas empresas são irrisórios, estando entre os menores do mundo. Esta realidade é conseqüência das medidas queFHC tomou emendando a Constituição e criando a Lei 9478/97 que instituiu os Leilões da ANP, que continuaram no governo Lula. Nós dizemos: Leilão é Privatização! Por isso, nós, brasileiros e brasileiras, exigimos dos senhores que tomem as medidas políticas e legais para que se coloque um fim imediato nesta verdadeira sangria das nossas riquezas:− Cancelamento imediato dos leilões das áreas potenciais produtoras de Petróleo!− Mudança na legislação referente ao petróleo e gás: revogando as medidas privatizadoras; retomando as áreas de Petróleo e Gás que foram privatizadas e desnacionalizadas; e recuperandoo monopólio para a Petrobrás 100% estatal!http://www.apn.org.br/download/abaixo-assinado_09-06-2008.pdf

sábado, 18 de outubro de 2008

Nosso site de relacionamento: faça o seu perfil!

Publique suas fotos e vídeos com total privacidade (se vc quiser, nem mesmo os amigos da sua rede podem vê-los), crie comunidades, debata, divirta-se! http://politicaepolemica.ning.com/

O site www.ning.com agora permite que vc tenha um site de relacionamento todo seu, configurado à sua maneira.

Vale a pena conhecer!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Getúlio: o atentado da Rua Tonelero (Orkut)

O atentado da rua Toneleros surgiu num momento muito conveniente, quando a oposição à Getúlio já estava "sem gás" , desgastada após tantas tentativas frustradas de derrubar o Governo. Vamos rememorar:Ainda em 1950, apurados os votos, a UDN tentou impedir a posse de Getúlio no TSE, alegando que Vargas não havia obtido a maioria absoluta dos votos. O TSE indeferiu o pedido, já que a Constituição de 1946 não exigia maioria absoluta;Empossado Getúlio, ficaram à espreita de qualquer pseudo-pretexto para derrubá-lo. Pensaram ter achado um quando descobriram que Samuel Wainer pegara dinheiro emprestado no Banco do Brasil para fundar o jornal "Última Hora" , que era o ÚNICO jornal da grande imprensa que apoiava Getúlio. Fizeram um "auê" em cima desse empréstimo, toda a mídia da época mobilizada a massacrar Wainer e Getúlio. Até uma CPI foi feita - a PRIMEIRA CPI da História do Brasil - para investigar o empréstimo. A coisa toda morreu, quando a CPI, mesmo controlada pela UDN, descobriu não apenas que o empréstimo para Wainer nada tinha de irregular, como que, sobretudo os maiores acusadores - Lacerda, Assis Chateaubriand e Roberto Marinho - também haviam pego dinheiro emprestado no BB; sobretudo os dois últimos deviam, cada um, muito mais que Samuel Wainer;Veio então a acusação de que Getúlio e Jango conspiravam junto com Juan Domingo Perón para implantar a "República Sindicalista" no Brasil e que também conspiravam junto com o argentino para criar o "Pacto ABC" ( Argentina-Brasil-Chile ) para se opor aos EUA. Com base nessas 2 acusações ridículas, entraram com um pedido de impeachment de Vargas em junho de 1954, pedido este rejeitado pelo Congresso.Veja a curiosa conversa entre dois grandes figurões da UDN, o brigadeiro Eduardo Gomes e o deputado Afonso Arinos, às vésperas da votação do impeachment de Vargas:A.Arinos: "Isto é uma perda de tempo, o Governo tem maioria, o pedido vai ser rejeitado".E. Gomes: "É BOM QUE SEJA REJEITADO, pois isso vai nos permitir fazer AS NOSSAS COISAS".(continua)

18/09/07
Rodrigo
A interpretação mais plausível para essa estranha conversa é a seguinte: a derrota do pedido de impeachment na verdade era DESEJADA pelos grupos golpistas mais radicais, pois seria a única maneira de convencer a facção antigetulista das Forças Armadas de que a única maneira de derrubar Getúlio era pela força, por meio de um golpe de estado clássico, com os tanques na rua.Para um golpe poder acontecer, era preciso um elemento mobilizador, que jogasse o CONJUNTO das Forças Armadas contra o Governo, e não apenas a facção antigetulista. Em 1964 esse elemento mibilizador seria a quebra da disciplina e da hierarquia no meio militar; em 1954 seria um crime, com um cadáver militar resultante desse crime.Justamente então, quando parecia finalmente que Getúlio conseguiria conduzir seu Governo até o dia de transmitir o cargo ao seu sucessor legal - 31 de janeiro de 1956 - acontece esse crime, que visava não apenas depor Vargas, mas sobretudo destruí-lo política e moralmente, tornando-o um pária dentro do Brasil.Se faltava apenas um ano e quatro meses de mandato, por quê tanto desespero em destruir Getúlio?É simples: apesar de todas as crises e desgastes, Vargas não apenas permanecia sendo o líder político mais popular do Brasil, como continuava sendo a figura central da política brasileira, em torno dele todos eram meros coadjuvantes. Pior, Vargas já havia encaminhado devidamente um herdeiro - Jango - para continuar sua luta, e Jango também era já nessa altura extremamente popular. Mesmo que Getúlio não conseguisse fazer seu sucessor nas eleições de 1955, ele seria um força política oposicionista poderosa demais, capaz de desestabilizar qualquer governinho udenista. Getúlio e sua corrente política - o Trabalhismo - precisavam ser exterminados, só assim a UDN teria paz.( continua )

18/09/07
Clara Maria
Jefferson o que os traumatologistas dizem!!
Uma arma Calibre 45 não teria apenas feito um furinhono pé de Lacerda e sim estraçalhado todos seus ossose ligamentos. A uma suspeita que o tiro que matou o MajorVaz tenha partido da arma de Lacerda. O que sabemos éque ele pertencia a juventude Comunista e nunca teve nehum escrúpulo, ajudou a armar contra Vargas e tambémarticulou o Golpe de 64 junto ao Golbery e outros da sua laia.

18/09/07
Rodrigo
O atentado produziu um cadáver - o major Vaz, um oficial da Aeronáutica, jovem, bonitão, casado e pai de filhos pequenos, isso em uma sociedade ( o Brasil da década de 1950 ) em que os militares gozavam de extremo prestígio social. Era a vítima perfeita para servir de catalisador não apenas dos brios dos militares, mas também da opinião pública, especialmente da classe média, que se identificaria com o morto, e que já era a classe social alvo preferencial da pregação demagógico-moralista de Lacerda. Há várias coisas estranhas no evento do atentado em si: há testemunhas - convenientemente ignoradas pelo IPM da Aeronáutica instaurado na "República do Galeão" - que dizem ter visto MAIS pistoleiros naquela madrugada na rua Toneleros, além daqueles que constam como os culpados pela versão oficial; Lacerda teria levado um tiro de calibre 45 no pé, mas isso, de acordo com especialistas, estraçalharia o pé dele, e não faria apenas ele precisar de uma "engessada" como aconteceu; ele aliás teria tirado o gesso muito pouco tempo depois; as radiografias do pé de Lacerda desapareceram do hospital ainda em agosto de 1954 e nunca mais foram encontradas; na confusão do tiroteio, Lacerda se movimentava com EXTREMA AGILIDADE na frente do prédio, agilidade muito estranha para alguém que acabara de levar um tiro de pistola calibre 45 no pé; existem fortíssimas suspeitas de que a bala que matou o major Vaz teria partido da arma do próprio Lacerda - se acidentalmente ( para revidar os tiros dos pistoleiros ) ou intencionalmente nunca se saberá, mas o fato é que testemunhas dizem ter visto Lacerda chegar no hospital gritando histérico: "eu matei o Vaz, eu matei o Vaz" , e logo depois alguém deu um jeito de abafar essa história; e a "confissão" de Gregório Fortunato no Galeão foi obtida por meio de ameaças e torturas - aliás, os oficiais-aviadores que interrogaram Gregório ficariam célebres em 1968 como envolvidos no pavoroso escândalo do PARA-SAR. Isso já dá uma amostra do tipo de gente que eles eram.( continua )

18/09/07
Rodrigo
Tancredo Neves - homem conhecidíssimo por sus prudência e cautela - aventou a hipótese de esse atentado ter sido armado pela CIA. Ele continuaria por décadas a crer nessa possibilidade. Talvez não tenha sido a CIA, é bem possível que os próprios militares golpistas tenham armado o crime da rua Toneleros. Afinal de contas, o tipo de atividades a que eles se dedicaram nos porões da ditadura militar ( atentados como o do Riocentro e contra bancas de jornais, mortes suspeitas de JK e Jango, etc ) mostram que eles não eram pessoas incapazes de bolar um esquema como o da rua Toneleros.Gregório morreu assassinado em 1962, enquanto cumpria pena numa penitenciária do estado da Guanabara, cujo governador era - Carlos Lacerda!O crime da rua Toneleros cumpriu os fins a que se destinava: gerou uma crise militar gravíssima, deu um fôlego invencível a uma oposição desgastada, jogou contra o Governo praticamente o conjunto das Forças Armadas e deixou a facção antigetulista extremamente audaz - eles chegavam a colocar aviões militares fazendo vôos rasantes sobre o Palácio do Catete como forma de intimidar Getúlio. O golpe militar era dado como vitorioso, e se Getúlio tentasse resistir, muito sangue teria sido derramado. Todos nós conhecemos o trágico desfecho: os maus brasileiros só não foram vencedores naquela ocasião por que Vargas preferiu o sacrifício da própria vida. Eles definitivamente não contavam com essa reviravolta. Nas palavras de um udenista ao saber do suicídio de Getúlio: "estávamos no meio da festa e puxaram a toalha da mesa" . Se Getúlio Vargas não tivesse optado pelo mais alto dos sacrifícios, o golpe militar que infelicita o Brasil até hoje teria acontecido uma década antes. E esse golpe teria sido viabilizado pelo estranho acontecimento daquela madrugada em Copacabana.O atentado da rua Toneleros é o "caso JFK" brasileiro.

Comentário do membro Rodrigo http://www.orkut.com.br/CommMsgs.aspx?cmm=122683&tid=2555794038391574937&start=1

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Estrangeiros na Amazônia - Por Neivaldo Lúcio Rosa de Oliveira


Em outubro de 2004 o comandante e general-de-brigada Marco Aurélio Costa Vieira recebeu o jornalista Javier Godinho para uma discussão: A Internacionalização da Amazônia. O General Marco Aurélio demonstrou através de documentos, imagens, e informações do exército brasileiro que confirmam plenamente que o Brasil corre o risco de perder 56% de seu território, e justamente a maior riqueza intacta mineral, petrolífera, fauna e flora e principalmente água potável que será o grande problema mundial daqui alguns anos. Da água potável ainda existente no planeta, 11% corre nos 23 mil quilômetros de rios navegáveis da maior bacia hidrográfica do mundo, responsável por dois terços do potencial hidrelelétrico do Brasil. Como seria o Brasil sem a Amazônia ? Veja os números... O general Marco Aurélio demonstrou um mapa mostrando como seria o Brasil sem a Amazônia. Já pensarem nisso algum dia? Então veja: de um lado 5,1 milhões de quilômetros quadrados perdidos, o mais promissor do presente e o mais rico do futuro desse país, atualmente semi-abandonados pelos governos e pela população, com apenas 4 habitantes por quilômetro quadrado, 12% da representação política e US$ 2.059,00 de renda per capita. Do outro, horrível no formato, os 3,4 milhões de quilômetros quadrados que nos sobrariam, com 40 habitantes por quilômetro quadrado, 88% da representação política e US$ 4.955,00 de renda per capita. Dentro da Amazônia brasileira cabem nada mais nada menos de 17 paises europeus dentre eles - Bélgica, Alemanha, Eslováquia, Áustria, Albânia, Portugal, Itália, Bósnia, Inglaterra, França, Espanha, República Tcheca Holanda e a Suíça. Com certeza, grupos suspeitos, cada vez maiores, de várias dessas nações já se estabelecera, se movimentando e realizando ações escusas no território amazônico. "Eles Levam Nossas Riquezas" O general Marco Aurélio, que viveu 5 anos no Comando Militar da Amazônia, não acredita ainda que exista mesmo um movimento organizado para tomar a Amazônia. Mas destaca que há grandes interesses de potências econômicas, pois já atuam individualmente. Há grande número de estrangeiros dentro de nossa Amazônia. São mais de 600, entre ONGs, instituições religiosas, cientificas e culturais. Este levantamento foi feito pelo exercito brasileiro. Tais instituições atuam entre a população branca pobre e os índios. E o mais grave: estão levando nossa riqueza de todo o tipo. È inacreditável que estão nos cercando 20 bases militares dos Estados Unidos, a título de combater o narcotráfico e a guerrilha. Depois desta reportagem você acredita que estão combatendo mesmo o narcotráfico ou estão de olho nesta região? Na operação Timbó, realizada pelas forças armadas, foi detectado um contrabando de mogno realizado por representantes de empresas estrangeiras, que para tanto, usam caboclos e índios brasileiros para marcar as melhores árvores, e a seguir arrancadas por tratores as arrastavam para o território peruano. Um dado importante mostra sem dúvida a presença marcante de estrangeiros no nosso território: O governo da Guiana Francesa paga um salário por criança nascida no Brasil, que ali seja registrada, para retornar ao nosso país, mas com cidadania daquele departamento ultramarino da França. O general destaca o trabalho dos pelotões de fronteira, praticamente única presença brasileira na área. Essas unidades militares são procuradas para por índios e caboclos em busca de assistência de todo tipo, inclusive médica. O Brasil Inteiro Contra o Mundo O general Marco Aurélio busca com muita apreensão despertar a consciência nacional para a necessidade de ocupação racional, de fato, pelos brasileiros, da Amazônia, onde a cobiça estrangeira cada vez mais estende seus tentáculos. Do seus documentos, imagens e de sua experiência como Comandante Militar da Amazônia por 5 anos, contam opiniões manifestadas por vários "donos do mundo" que passaram pelas nações mais ricas da Terra sobre a posse da Amazônia pelo Brasil. Vejamos tais declarações dos "donos do mundo": Margareth Thatcher, primeira ministra do Reino Unido (Inglaterra) em 1983: "Se os países subdesenvolvidos não conseguem pagar suas dividas externas, que vendam suas riquezas, seus territórios e suas fábricas." John Major, Primeiro ministro sucessor de Thatcher, líder do Partido Conservador inglês, em 1992: " As nações desenvolvidas devem estender o domínio da lei ao que é comum de todos no mundo. As campanhas ecológicas sobre a região amazônica estão deixando a fase propagandista para dar inicio a uma fase operativa, que pode definitivamente engajar intervenções militares sobre a região." François Mitterrand, primeiro socialista presidente da França em 1989: "O Brasil precisa aceitar uma soberania relativa sobre a Amazônia". Mikhail Gobachev, estadista que liderou o fim do regime comunista e a volta do mundo socialista à economia de mercado: "O Brasil deve delegar parte de seus direitos sobre a Amazônia aos organismos internacionais competentes." Patrice Hugles, chefe do órgão central de informações das Forças Armadas Americanas: "Caso o Brasil resolva fazer um uso da Amazônia que ponha risco o meio ambiente nos Estados Unidos, temos de estar prontos para interromper esse processo imediatamente". Al Gore, vice presidente Americano: "A Amazônia não é dos brasileiros". A CIA ? Agência de Inteligência Americana ? Está na Região desde 1996 A opinião dos Estados Unidos pode ser encontrada nesta fala de Henry Kissinger, diplomata que foi assessor da Casa Branca e secretário de Estado, prêmio Nobel da Paz em 1973: "Os países industrializados não poderão viver da maneira como existiram até hoje se não tiverem à sua disposição os recursos naturais não renováveis do planeta. Terão que montar um sistema de pressões e constrangimentos garantidores da consecução de seus direitos". Em 1996, Madaleine Albright, secretária de Estado dos Estados Unidos, revelou: "Atualmente, avançamos em uma ampla gama de políticas, negociações, e tratados, em colaboração com programas da ONU, diplomacia bilateral e regional, distribuição de ajuda humanitária aos países necessitados e crescente participação da CIA em atividades de inteligência ambiental" Ao bom entendedor já está claro que a CIA está na Amazônia, onde as ONGs e tantas outras instituições com rótulos de cientificas e culturais e defensoras do meio ambiente atuam de mil e uma maneiras. A História Não Deixa Mentir No começo do século 20 a então poderosa Alemanha comunicou ao Barão de Rio Branco: "Seria conveniente que o Brasil não privasse o mundo das riquezas naturais da Amazônia" A competência desse diplomata brasileiro extraordinário e patriota maior ainda abortou as tentativas de invasões estrangeiras, disfarçadas sob o argumento de que o Brasil não teria condições de explora-la e a humanidade não poderia se privar dde desfrutar da Amazônia. O Brasil já repeliu a tentativa do Hudson Institute de junta as águas dos maiores rios do mundo para formar o Grande Lago Amazônico. O Racista notório americano general James Watson Webb, ministro de Washington, elaborou um plano para que a Amazônia fosse destinada aos negros norte-americanos, evitando que se repetissem as condições sócio-econômicas que levaram o pais à Guerra de Secessão. A companhia Amazon River Corporation tinha a finalidade de colonizar a Amazônia. No principio do século 20, o Presidente Epitácio Pessoa ouviu, estarrecido, em Genebra a proposição do presidente americano Wilson um plano de Internacionlização da Amazônia. No Japão vicejou a tese de que filhos de soldados americanos com japonesas durante a 2ª guerra mundial deveriam ser mandados para a Amazônia. O presidente Eurico Gaspar Dutra rechaçou as propostas norte americanas de enviar para a Amazônia excedentes populacionais de Porto Rico e 200 mil refugiados árabe da palestina. O general Juarez Távora denunciou as escandalosas concessões pretendidas pela Amazon Corporation of Delaware e a The CnadianAmazon Corporation Co. de extrair as riquezas nacionais amazônicas. Em 1993 o ex presidente José Sarney denunciava a concentração de tropas norte americanas na Guiana, no Suriname e na Venezuela. Hoje, é público e notória a presença de militares dos EUA no Equador, Peru, Paraguai e na Colômbia, a título de combater o narcotráfico e a guerrilha. É um cinturão de 20 bases que se encomprida e se alarga, fechando o cerco. E quem pensa que essa ambição internacional é típica dos governo, da qual estão isentas as instituições que afirmam agir na Terra em nome dos Céus, oferecemos mais um quadro, o Conselho Mundial de Igrejas Cristãs, que em 1981, manifestou o seguinte em Genebra: "A Amazônia é um patrimônio da humanidade. A posse dessa área pelo Brasil, Venezuela, Equador e Colômbia, é meramente circunstancial". Pior do isso só o cartão muitas vezes encontrado até em forma de guardanapo de papel em restaurantes em Londres, cuja tradução do inglês é esta: "Lute pela floresta. Torre um brasileiro." Conclusão Diante do quadro que acabamos de colocar a disposição de qualquer um cidadão brasileiro para refletir sobre a verdade que ocorre na questão da ocupação da Amazônia, ficamos estarrecidos com a reportagem que saiu no DM. Como educador e biólogo não posso de a partir de agora levar aos meus alunos esta questão para refletirem sobre a soberania nacional. Também gostaria de deixar bem claro que este tipo de matéria deveria estar em destaque em todos meios de comunicação para o livre pensar de cada cidadão sobre a nossa riqueza que está na Amazônia. Assim sendo, espero que um dia não só os educadores que tiverem acesso a este documento, mas que os verdadeiros políticos que honram este País, possam ter mais vontade política de acabar com essa idéia de ocupação, desenfreada da Amazônia e que esses inescrupulosos "donos do mundo" possam estar mais preocupados em fazer uma política mais humana, sustentável e também estar preocupados com a melhoria da qualidade de vida de cada habitante deste planeta.

Neivaldo Lúcio Rosa de Oliveira é educador e biólogo. Atua nas escolas públicas da rede oficial de ensino municipal e estadual em Goiânia/Goiás.
neivaldo-oliveira@ig.com.br

quarta-feira, 30 de julho de 2008

General dos EUA ameaça intervenção na Amazônia


general americano Patrick Hughes ameaça intervenção na Amazônia brasileira por “questões ambientais”.
Segundo informou o jornalista Ricardo Boechat, inicialmente no programa Bom Dia Brasil da TV Globo, e confirmado essencialmente em matéria publicada em O Globo, “uma platéia de professores do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT) presenciou, na quinta-feira passada, um momento histórico: pela primeira vez, uma autoridade de alto escalão dos Estados Unidos defendeu em público a intervenção militar norte-americana na Amazônia”. A autoridade em questão foi ninguém menos que o general Patrick Hughes, atual diretor da agência de inteligência das Forças Armadas norte-americanas (Defense Intelligence Agency - DIA), que discorreu sobre as ameaças potenciais para seu país nos próximos vinte anos: narcotráfico, escassez de matéria prima, terrorismo nuclear e agressões ao meio ambiente com conseqüências para os Estados Unidos. A novidade ficou por conta da declaração explícita do general Hughes de que, se o Brasil resolver fazer uso da Amazônia de forma prejudicial ao meio ambiente dos Estados Unidos, estes devem estar prontos para interromper o processo imediatamente.
Em jargão militar, isto significa hipótese de intervenção armada; tratando-se de um profissional de informações do quilate do general Hughes, estamos defronte não de uma inconfidência, mas de um recado que pode ter múltiplos endereços, como, por exemplo, às Forças Armadas brasileiras, que recusaram peremptoriamente qualquer ingerência na Amazônia de eventuais “capacetes verdes” da ONU por ocasião das recentes queimadas ocorridas na região.
A “Nova Ordem Mundial” e o seu fator “ecológico”
A ameaça pública de Hughes que, segundo O Globo, provocou irritação nos meios militares brasileiros, deve ser analisada em um contexto estratégico bem mais abrangente. Com a derrocada do bloco soviético e a conseqüente introdução de uma nova estratégia geopolítica denominada “Nova Ordem Mundial”, cujo paradigma foi a Guerra do Golfo (quando o Iraque foi arrasado por uma conjugação de forças militares internacionais sob a cobertura da ONU e capitaneadas pelos Estados Unidos de George Bush), ficou claro o deslocamento dos conflitos mundiais do eixo Leste-Oeste para o Norte-Sul.
Um dos pilares desta “Nova Ordem” vem a ser o “fator ecológico”, que inclui a formação de uma ampla corrente de opinião pública internacional favorável ao estabelecimento de um sistema de soberanias limitadas sobre vastas áreas do planeta, sob os mais variados pretextos, como a preservação do meio ambiente ou a proteção das minorias étnicas, como as comunidades indígenas da região Amazônica, que passaria a ser considerada como “patrimônio da Humanidade”.
Tal cenário baseia-se no reconhecimento da “limitação” dos recursos naturais necessários ao avanço do desenvolvimento econômico das grandes potências e na inexistência de “fronteiras ecológicas” entre os diversos países do planeta.
A partir desta nova doutrina, organismos de caráter militar como a OTAN, reforçada com a admissão de novos membros, começaram a reestruturar-se e preparar-se para os futuros “conflitos por recursos naturais”. Reorientação semelhante foi acompanhada por agências de inteligência estratégica e militar das grandes potências, como a citada DIA e a National Security Agency (NSA), ambas norte-americanas. Neste particular, o senador Sam Nunn, presidente do comitê militar do Senado norte-americano, sugeriu que o Departamento de Defesa tornasse a proteção ambiental a sua prioridade máxima, argumentando que as tecnologias ambientais serão “a indústria mais promissora dos próximos 20 anos”.
A proposta do senador foi de encontro às idéias do próprio secretário de Defesa dos EUA, Richard Cheney, que admitiu publicamente que seu departamento deveria tornar-se “líder” em questões ambientais.
Datam desta ocasião as iniciativas para a formação de tropas multinacionais, como as despregadas na Guerra do Golfo, para intervirem unilateralmente em países onde ocorressem catástrofes ambientais que, supostamente, afetariam outros países. Tais tropas, cognominadas de “capacetes verdes”, deveriam ser coordenadas pela ONU à semelhança de seus congêneres militares, os “capacetes azuis”.
O Pentágono quer militares ibero-americanos protegendo o meio ambiente.
Um dos maiores obstáculos para a consecução da estratégia da “Nova Ordem Mundial” na Ibero-América é constituído por suas Forças Armadas, tradicionalmente nacionalistas e imbuídas de seu dever constitucional de defender o solo pátrio contra investidas alienígenas, armadas ou não. Para neutralizá-las, os estrategas da Nova Ordem Mundial acenaram com uma mudança do foco de sua missão uma vez que o inimigo potencial visível, o comunismo soviético, deixara de existir.
Além disso, elas necessitavam de uma “reestruturação”, forçada pela difícil situação econômica dos países ibero-americanos. Para tanto, foi postulado o desmantelamento das Forças Armadas dos países ao sul do Rio Grande, que deveriam ser convertidas em meras forças policiais, sem qualquer capacidade efetiva de defesa das soberanias nacionais. Suas principais missões seriam o combate ao narcotráfico e, exatamente, a “segurança ambiental”.
A linha mestra desta política encontra-se em documentos de think-tanks do Establishment anglo-americano, como o livro The Military and Democracy: The Future of Civil-Military Relations in Latin America, mais conhecido como o Manual Bush para o desmantelamento das Forças Armadas ibero-americanas, cuja publicação foi patrocinada pelo Pentágono. Tais questões são abordadas com detalhes no livro O Complô para aniquilar as Forças Armadas e as Nações da Ibero-América.
Uma das ocasiões para a introdução do conceito de “segurança ambiental” na agenda das Forças Armadas ibero-americanas foi em 4 de junho passado, em Miami, EUA, quando o Comando Sul do Exército dos EUA e a Subscretaria de Segurança Ambiental do Departamento de Defesa promoveram uma Conferência de Segurança Ambiental do Hemisfério Ocidental. O principal orador da conferência foi o subsecretário de Estado para Assuntos Globais, Timothy Wirth, que, diante de 300 oficiais militares de 32 países, afirmou que a proteção ambiental é “um assunto legitimamente militar”.
Segundo Wirth, existem planos específicos para cada país. No caso do Brasil, por exemplo, a proposta visa a auxiliar na “preservação da Floresta Amazônica”, dando assistência direta às Forças Armadas e ao Ministério do Meio Ambiente. Mencione-se que, em abril do ano passado, o Departamento de Estado publicou um refinado documento intitulado Diplomacia Ambiental, com prólogos do vice-presidente Al Gore e da Secretaria de Estado Madeleine Albright, cuja principal mensagem é que “os assuntos de meio ambiente formam hoje parte da corrente principal da política exterior norte-americana”, porque “os problemas ambientais são freqüentemente o núcleo dos desafios políticos e econômicos que enfrentamos ao redor do mundo”.
Dentre as propostas divulgadas por Wirth encontra-se a criação de um sistema internacional de parques ambientais ao longo das fronteiras de diversos países das Américas Central e do Sul, principalmente na Amazônia, onde uma força supranacional cuidaria da preservação ambiental e da integridade territorial.
Entre as regiões candidatas para a implantação destes parques naturais é certamente Roraima a mais rica província mineral do planeta e a Cordilheira do Condor, onde localiza-se um cordão aurífero e outros recursos naturais, objeto de conflito territorial entre Peru e Equador.
O aparato ambientalista internacional como coadjuvante
O aparato ambientalista internacional, constituído por ongs controladas pelo Establishment anglo-americano, desempenha um papel fundamental na implantação do “fator ecológico” acima mencionado. No setor norte-americano, a ong Environmental Defense Fund (EDF- Fundo de Defesa Ambiental) merece atenção especial pelos vínculos que mantém com órgãos do governo estadunidense por meio de intercâmbio de dirigentes.
Caso exemplar é o de Frank Loy, que foi presidente do EDF e que acaba de ser nomeado como subsecretário de Estado para Assuntos Globais, no lugar de Tim Wirth, que foi administrar o fundo de um bilhão de dólares doados recentemente às Nações Unidas pelo magnata da CNN, Ted Turner que, incidentalmente, vem a ser também diretor do EDF.
Outro alto funcionário do governo norte-americano que presidiu o EDF, foi Anthony A. Lapham, que serviu na Central of Intelligence Agency (CIA) e voltou para o EDF. Já Paul Nitze, especialista em controle de armas, funcionário do Departamento de Estado e ex-assessor dos presidentes Kennedy, Johnson e Nixon, foi diretor da EDF logo após a administração do presidente Bush. Este intercâmbio quase promíscuo de pessoas ocupando posições de confiança entre organismos do governo e o EDF permite no mínimo concluir pela existência de objetivos comuns.
Nunca é demais lembrar que estas hidrovias integram o sistema logístico de transporte do Cerrado brasileiro para viabilizar a colocação internacional dos grãos aí produzidos a preços altamente competitivos. Segundo a revista CNT, publicada pela Confederação Nacional do Transporte, um relatório produzido pelo governo norte-americano, ainda na década de 70, considerava o Centro-Oeste brasileiro uma séria ameaça aos produtos de grãos dos Estados Unidos, desde que o Brasil conseguisse viabilizar um transporte barato das áreas de produção até os portos.

Fonte: http://www.meioambientehoje.com.br/2008/07/29/general-dos-eua-ameaca-intervencao-na-amazonia/

terça-feira, 29 de julho de 2008

O Folclore Brasileiro


A palavra folclore vem do inglês folk lore. Folk quer dizer povo e lore, estudo, conhecimento. Portanto, folclore é o estudo dos costumes e tradições de um povo. Esse termo foi criado pelo arqueólogo inglês William John Thoms (1803-1885), pesquisador da cultura popular européia. Em 22 de agosto de 1846, ele publicou um artigo com o título "Folk-lore", na revista The Athenaeum, propondo a criação do termo. Com isso, o dia 22 de agosto tornou-se data de referência do surgimento do termo folclore, que gradativamente foi incorporada a todas as línguas dos povos considerados civilizados.William John Thoms utilizava o termo folk-lore para indicar o conjunto de antiguidades populares. O conceito dirigia-se principalmente aos objetos da arte popular, o artesanato. Mas em seu famoso artigo, Thoms citava também usos, costumes, cerimônias, crenças, romances, refrãos e superstições dos tempos antigos.
Os hábitos do povo, que foram conservados através do tempo. Dia do Folclore 22 de agosto - Decreto no. 56747 de 17/08/1965.O folclore é passado de pais para filhos, geração após geração. As canções de ninar, as cantigas de roda, as brincadeiras e jogos e também os mitos e lendas que aprendemos quando criança são parte do folclore que nos ensinam em casa ou na escola.Fazem parte do folclore os utensílios que o povo fabrica para o uso de ornamentação, como as cestas de vime, e os objetos de cerâmica, madeira e couro. Os tecidos, a renda, os adornos de miçangas e penas, também existem ainda muitas outras atividades que fazem parte do folclore.O folclore é o meio que o povo tem para compreender o mundo. Utilizando a sua imaginação, o povo procura resolver os mistérios da natureza e entender as dificuldades da vida e seus próprios temores.Conhecendo o folclore de um país podemos compreender o seu povo. E assim passamos a saber, ao mesmo tempo, parte de sua História.O folclore brasileiro é um dos mais ricos do mundo. Nele, estão as marcas dos diferentes povos que formaram nossa nação, principalmente o indígena, o africano e o europeu. Imagine uma colcha de retalhos multicolorida com uma mistura de figuras geométricas, estampas e texturas. Assim é nossa herança cultural.Saci-pererê, feijoada, redes de dormir, chinelo de palha, fita do Nosso Senhor do Bonfim, brincadeira de esconde-esconde, bumba-meu-boi, samba, panelas de barro, ferradura atrás da porta, carnaval e futebol. Conhecer, cultivar e estudar nossas tradições é uma forma de manter vivas as raízes nacionais. Veja aqui o que é folclore e conheça as principais tradições do nosso povo.Popular ou folclórico? O folclore é popular, mas segundo grandes estudiosos do assunto – como Luís da Câmara Cascudo –, nem tudo o que é popular é folclórico. Para um costume ser considerado folclore é preciso ter origem anônima, ou seja, não se saber ao certo quem o criou. Deve ser aceito e praticado por um grande número de indivíduos. Também precisa resistir ao tempo e ser passado de geração em geração. A transmissão? De boca em boca. Ao pé do fogo, na beira do fogão, nos encontros sociais, na missa, enfim, no dia-a-dia do nosso país.
O folclore brasileiro é rico em personagens mágicos. Esses seres que habitam o mundo dos mitos e lendas geralmente estão associados à natureza. Algumas dessas histórias chegaram aqui com os povos que colonizaram nossas terras, como os portugueses. Outras nasceram com os índios, súditos por excelência da mãe natureza. Há aquelas que são contadas há décadas e mais décadas sem que ninguém saiba ao certo como surgiram. Surgiram da necessidade que os povos tinham de explicar e justificar fatos e acontecimentos. Com características fantasiosas, impressionantes e surpreendentes, as lendas e os mitos foram o ponto de partida para os conhecimentos científicos. Conhecê-las é viajar pelo reino do folclore com o passaporte carimbado pela embaixada do sonho e da imaginação.
LENDAS:
Lenda é uma narrativa fantasiosa transmitida pela tradição oral através dos tempos.
De caráter fantástico e/ou fictício, as lendas combinam fatos reais e históricos com fatos irreais que são meramente produto da imaginação aventuresca humana.
Com exemplos bem definidos em todos os países do mundo, as lendas geralmente fornecem explicações plausíveis e até certo ponto aceitáveis para coisas que não têm explicações científicas comprovadas, como acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais. Podemos entender que Lenda é uma denegeração do Mito. Como diz o dito popular "Quem conta um conto aumenta um ponto", as lendas, pelo fato de serem repassadas oralmente de geração a geração, sofrem alterações à medida em que vão sendo recontadas.

Lendas Brasileiras na Wikipedia:
Alamoa
Boitatá
Corpo-seco
Iara
Lobisomem
Mula-sem-cabeça
Negrinho do pastoreio
Negro D'água
Saci Pererê
Vitória Régia
Cabeça de Cuia
Comadre Fulozinha
Curupira
Caipora
Cuca
Mapinguari
MÚSICAS E FESTAS: Todas as culturas criaram formas musicais para acompanhar seus trabalhos, ritos e festas. Os folcloristas acreditam que tais canções sejam fruto de criações individuais, mesmo que depois apresentem alterações introduzidas por seus usuários. A música folclórica é geralmente monofônica (executada por uma só voz), embora em algumas partes do mundo sejam comuns as canções para duas ou mais vozes. Cumpre distinguir essa música folclórica da que se denomina popular ou ligeira, composta por profissionais para enormes platéias, e que é um fenômeno que data somente do século XIX. Existe um grande número de cantigas e elas encantam jovens e idosos geração após geração.
ATIREI O PAU NO GATO
Atirei o pau no gato-toMas o gato-to não morreu-reu-reuDona Chica-ca admirou-se-seDo berro, do berro que o gato deu:Miau!
A CANOA VIROU
A canoa virou, Por deixá-la virar,Foi por causa do(a) (nome de pessoa)Que não soube remar.Se eu fosse um peixinhoE soubesse nadar,Tirava o(a) (nome da pessoa)Do fundo do mar.
Como brincar: As crianças giram na roda cantando a primeira quadra, na qual é mencionado o nome de uma delas. Esta, deixando as mãos das colegas, faz meia volta, dá-lhes as mãos e, de costas para o centro da roda, continua a caminhar. Novamente é cantada a primeira quadra, sendo escolhida a criança que estiver à esquerda daquela que virou. Quando todas estiverem de costas para o centro da roda, passa a ser cantada a quadra seguinte e, uma a uma, as crianças voltam à posição inicial.

CAI, CAI, BALÃO
Cai, cai, balão! Cai, cai, balão!Na rua do sabão.Não cai, não! Não cai, não! Não cai, não!Cai aqui na minha mão!
O CRAVO BRIGOU COM A ROSA
O cravo brigou com a rosaDebaixo de uma sacada;O cravo saiu feridoE a rosa despedaçada.O cravo ficou doente,A rosa foi visitar;O cravo teve um desmaio,A rosa pôs-se a chorar.

As festas populares estão ligadas à religião e ao trabalho do povo. A cultura brasileira recebeu a contribuição de diversos povos, o que levou nossas festas populares a terem identidade própria, pois resultaram da mistura de diferentes histórias e costumes.Em junho, o Brasil ganha arraiais coloridos. Escolas, ruas, praças e clubes são decorados com bandeirinhas, barracas e fogueiras para as festas dedicadas a São João, Santo Antônio e São Pedro. É hora de dançar quadrilha, participar de jogos e brincadeiras. Muitas são as delícias para saborear: pipoca, pinhão, pé-de-moleque, canjica e paçoca de amendoim. Os mais corajosos enfrentam o pau-de-sebo, um tronco alto e escorregadio, difícil de subir. Quem quer namorar faz simpatias e pedidos para Santo Antônio, o santo casamenteiro.A Folia de Reis é uma das várias comemorações de caráter religioso que se repetem há séculos em nosso país. Ela é realizada entre a época do Natal e o Dia de Reis, em 6 d e janeiro. Grupos de cantadores e músicos percorrem as ruas de pequenas cidades como Parati, no Rio de Janeiro, e Sabará, em Minas Gerais, entoando cânticos bíblicos que relembram a viagem dos três Reis Magos que foram a Belém dar boas-vindas ao Menino Jesus.De origem portuguesa e com características diferenciadas em cada região do Brasil, a Festa do Divino é composta de missas, novenas, procissões e shows com fogos de artifícios. Em cidades do Maranhão, bonecos gigantes divertem as crianças, enquanto grupos de cantadores visitam as casas dos fiéis recolhendo ofertas e donativos para a grande festa de Pentecostes. Em Piracicaba, interior de São Paulo, as comemorações ocorrem em julho, às margens do Rio Piracicaba, reunindo milhares de pessoas.Em Belém do Pará acontece anualmente em outubro uma grande festa religiosa que chega a reunir cerca de 1 milhão de pessoas: o Círio de Nazaré. A multidão lota as ruas da cidade para acompanhar a procissão, que dura até cinco horas, em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré. Os romeiros que vão pagar promessas pela cura de doenças, por exemplo, andam descalços e seguram a corda de isolamento que protege a santa. No final, os participantes vestem roupas novas e se alimentam dos pratos típicos da região, como o pato no tucupi, o tacacá e o arroz com pequi.Conheça agora algumas das nossas festas populares:
MARACATU
O maracatu nasceu entre os negros de Recife, da mistura do culto católico à Nossa Senhora com a devoção aos orixás das religiões africanas.
Atualmente, muitas das características sagradas e religiosas do folguedo desapareceram, e o maracatu é representado principalmente durante o carnaval.
A rainha Ginga tem nas mãos uma ou duas bonecas, chamadas calungas, que detêm os segredos e mistérios da festa. No carnaval, o maracatu desfila com a rainha e as damas de honra, que são acompanhadas pelo rei, chamado Dom Henrique, por seus cavaleiros e pelo rei Tupi.
CARNAVAL O carnaval é a maior festa popular do Brasil. Adultos e crianças caem na folia, com fantasias e máscaras, nos dias dedicados à diversão e às brincadeiras. O feriado oficial é na terça-feira que antecede a Quarta-Feira de Cinzas.
Em Portugal, ele foi chamado de “entrudo”, pois ocorria antes da entrada na Quaresma.
Personagens característicos e tradicionais do carnaval:
MOMO Segundo a mitologia greco-romana, Momo era o filho do sono e da noite e sua função era cuidar das ações dos deuses e dos homens.De acordo com a história da Arte, era o ator que representava nas peças populares do teatro. Originou-se dos bobos encarregados de divertir os senhores portugueses com mímicas e farsas populares.
ARLEQUIM Personagem da antiga comédia italiana, que tinha a função de divertir o público com piadas nos intervalos das apresentações. Amante de Colombina
COLOMBINA Companheira de Pierrô. Namoradeira, alegre, bela, esperta. Vestia-se de seda ou cetim branco e usava saia curta e bonezinho.
PIERRÔ Usava calça e casaco bem largos, este de grande gola franzida e enfeitado com pompons. Pierrô é o personagem ingênuo e sentimental do carnaval.
FESTAS JUNINAS
As festas juninas são comemoradas no mês de junho e são feitas em homenagem a três santos da Igreja Católica:
Santo Antônio — 13 de junho São João — 24 de junho São Pedro — 29 de junho
Parece que a tradição de fazer grandes festas no mês de junho existe desde a época em que nossos antepassados deixaram de viver apenas como caçadores e passaram a se dedicar à agricultura.
Na Europa, depois de um inverno sempre longo, os primeiros sinais do verão e da volta do calor

PARLENDAS: As parlendas são versinhos com temática infantil que são recitados em brincadeiras de crianças. Possuem uma rima fácil e, por isso, são populares entre as crianças. Muitas parlendas são usadas em jogos para melhorar o relacionamento entre os participantes ou apenas por diversão. Muitas parlendas são antigas e, algunas delas, foram criadas, há décadas. Elas fazem parte do folclore brasileiro, pois representam uma importante tradição cultural do nosso povo.
Alguns exemplos de parlendas:
Um, dois, feijão com arroz.Três, quatro, feijão no prato.Cinco, seis, chegou minha vezSete, oito, comer biscoitoNove, dez, comer pastéis.
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Serra, serra, serrador! Serra o papo do vovô! Quantas tábuas já serrou?Uma delas diz um número e as duas, sem soltarem as mãos, dão um giro completo com os braços, num movimento gracioso.Repetem os giros até completar o número dito por uma das crianças.
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Um elefante amola muita gente...Dois elefantes... amola, amola muita gente...Três elefantes... amola, amola, amola muita gente...Quatro elefantes amola, amola, amola, amola muito mais...(continua...)
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– Cala a boca!– Cala a boca já morreiQuem manda em você sou eu!
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- Enganei um bobo...Na casca do ovo!
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Dedo MindinhoSeu vizinho,Maior de todosFura-bolosCata-piolhos.

TRAVA-LÍNGUAS: Podemos definir os trava línguas como frases folclóricas criadas pelo povo com objetivo lúdico (brincadeira). Apresentam-se como um desafio de pronúncia, ou seja, uma pessoa passa uma frase díficil para um outro indíviduo falar. Estas frases tornam-se difíceis, pois possuem muitas sílabas parecidas (exigem movimentos repetidos da língua) e devem ser faladas rapidamente. Estes trava línguas já fazem parte do folclore brasileiro, porém estão presentes mais nas regiões do interior brasileiro.
EXEMPLOS DE TRAVA-LÍNGUAS:
Pedro tem o peito preto, O peito de Pedro é preto; Quem disser que o peito de Pedro é preto, Tem o peito mais preto que o peito de Pedro.
A vaca malhada foi molhada por outra vaca molhada e malhada.
Um ninho de mafagafos, com cinco mafagafinhos, quem desmafagafizar os mafagafos, bom desmafagafizador será.
Há quatro quadros três e três quadros quatro. Sendo que quatro destes quadros são quadrados, um dos quadros quatro e três dos quadros três. Os três quadros que não são quadrados, são dois dos quadros quatro e um dos quadros três.
Chupa cana chupador de cana na cama chupa cana chuta cama cai no chão.
Pinga a pipa Dentro do prato Pia o pinto e mia o gato.
O rato roeu a roupa do rei de Roma.
Pinga a pia apara o prato, pia o pinto e mia o gato.
O princípio principal do príncipe principiava principalmente no princípio principesco da princesa.
Quico quer quaqui. Que quaqui que o Quico quer? O Quico quer qualquer quaqui.
Três pratos de trigo para três tigres tristes.
Luzia lustrava o lustre listrado, o lustre listrado luzia.
Sabendo o que sei e sabendo o que sabes e o que não sabes e o que não sabemos, ambos saberemos se somos sábios, sabidos ou simplesmente saberemos se somos sabedores.
Fala, arara loura. A arara loura falará.
Se o Arcebispo-Bispo de Constantinopla a quisesse desconstantinoplizar, não haveria desconstantinoplizador que a desconstantinopllizasse desconstantinoplizadoramente.
Atrás da pia tem um prato, um pinto e um gato. Pinga a pia, para o prato, pia o pinto e mia o gato.
A vida é uma sucessiva sucessão de sucessões que se sucedem sucessivamente, sem suceder o sucesso...
O Tempo perguntou pro tempo quanto tempo o tempo tem, o Tempo respondeu pro tempo que o tempo tem o tempo que o tempo tem.

Conheça outros sites que falam também de Folclore:http://folclorebrasileiro.vila.bol.com.br/principal.htmlhttp://www.oraclers.hpg.com.br/http://www.brasilfolclore.hpg.com.br/http://www.guiamarau.com.br/5xdigital/piao2.htm
http://pt.wikipedia.org/
http://www.suapesquisa.com/folclorebrasileiro
O FOLCLORISTA CÂMARA CASCUDO: (Natal, 30 de dezembro de 1898 — Natal, 30 de julho de 1986) foi um historiador, folclorista, antropólogo, advogado e jornalista brasileiro.
Passou toda a sua vida em Natal e dedicou-se ao estudo da cultura brasileira. Foi professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. O Instituto de Antropologia desta universidade tem seu nome. Pesquisador das manifestações culturais brasileiras, deixou uma extensa obra, inclusive o Dicionário do Folclore Brasileiro (1952). Entre seus muitos títulos destacam-se: Alma patrícia (1921), obra de estréia, Contos tradicionais do Brasil (1946). Estudioso do período das invasões holandesas, publicou Geografia do Brasil holandês (1956). Suas memórias, O tempo e eu (1971) foram editadas postumamente. Quase chegou a ser demitido por estudar figuras folclóricas como o lobisomem.
O conjunto da obra de Luís da Câmara Cascudo é considerável em quantidade e qualidade: ele escreveu 31 livros e 9 plaquetas sobre o folclore brasileiro, em um total de 8.533 páginas. Ninguém no Brasil, nem antes nem depois dele, realizou obra tão gigantesca com reconhecimento nacional e estrangeiro. É também notável que tenha obtido reconhecimento nacional e internacional publicando e vivendo distante dos centros Rio e São Paulo.
Os títulos listados estão seguidos das publicações originais e suas respectivas editoras. Atualmente alguns deles já foram reeditados por outras editoras.
Alma Patrícia, critica literária – Atelier Typ. M. Vitorino, 1921
Histórias que o tempo leva – Ed. Monteiro Lobato, S. Paulo, (out. 1923), 1924.
Joio – crítica e literatura – Of. Graph. d’A Imprensa, Natal (jun), 1924
Lopez do Paraguay – Typ. d’A República, 1927
Conde d’Eu – Ed. Nacional, 1933
O homem americano e seus temas – Imprensa Oficial, Natal, 1933
Viajando o sertão – Imprensa Oficial, Natal, 1934
Em memória de Stradelli – Livraria Clássica, Manaus, 1936
O Doutor Barata – Imprensa Oficial, Bahia, 1938
O Marquês de Olinda e seu Tempo – Ed. Nacional, S. Paulo, 1938
Governo do Rio Grande do Norte – Liv. Cosmopolita, Natal, 1939.
Vaqueiros e Cantadores – (Globo, 1939) – Ed. Itatiaia, S. Paulo, 1984.
Antologia do Folclore Brasileiro – Martins Editora, S. Paulo, 1944
Os melhores contos populares de Portugal – Dois Mundos, 1944
Lendas brasileiras – 1945
Contos tradicionais do Brasil – (Col. Joaquim Nabuco), 1946 - Ediouro
Geografia dos mitos brasileiros – Ed. José Olímpio, 1947. 2ª edição, Rio, 1976.
História da Cidade do Natal – Prefeitura Mun. do Natal, 1947
Os holandeses no Rio Grande do Norte – Depto. Educação, Natal, 1949
Anubis e outros ensaios – (Ed. O Cruzeiro, 1951), 2ª edição, Funarte/UFRN, 1983
Meleagro – Ed. Agir, 1951 – 2ª edição, Rio, 1978
Literatura oral no Brasil – Ed. José Olímpio, 1952 – 2ª edição, Rio, 1978
Cinco livros do povo – Ed. José Olímpio, 1953 – 2ª edição, ed. Univ. UFPb, 1979.
Em Sergipe del Rey – Movimento Cultural de Sergipe, 1953
Dicionário do Folclore Brasileiro – INL, Rio, 1954 – 3ª edição, 1972
História de um homem – (João Câmara) – Depto. de Imprensa, Natal, 1954
Antologia de Pedro Velho – Depto. de Imprensa, Natal, 1954
História do Rio Grande do Norte – MEC, 1955
Notas e documentos para a história de Mossoró – Coleção Mossoroense, 1955
Trinta "estórias" brasileiras – ed. Portucalense, 1955
Geografia do Brasil Holandês – Ed. José Olímpio, 1956
Tradições populares da pecuária nordestina –MA-IAA n.9, Rio, 1956
Jangada – MEC, 1957
Jangadeiros – Serviço de Informação Agrícola, 1957
Superstições e Costumes – Ed. Antunes & Cia, Rio, 1958
Canto de Muro – Ed. José Olímpio, (dez. 1957), 1959
Rede de dormir – MEC (1957), 1959 – 2ª edição, Funarte/UFRN, 1983
Ateneu Norte-Rio-Grandense – Imp. Oficial, Natal, 1961
Vida breve de Auta de Souza – Imp. Oficial, Recife, 1961
Dante Alighieri e a tradição popular no Brasil – PUC, Porto Alegre, 1963 – 2ª edição Fundação José Augusto (FJA), Natal, 1979
Dois ensaios de História – (Imp Oficial Natal, 1933 e 1934) Ed. Universitária, 1965
História da República do Rio Grande do Norte – Edições do Val, Rio, 1965
Made in África – Ed. Civilização Brasileira, 1965
Nosso amigo Castriciano – Imp. Universitária, Recife, 1965
Flor dos romances trágicos – Ed. Cátedra, Rio, 1966 – 2ª ed. Cátedra/FJA, 1982
Voz de Nessus – Depto. Cultural, UFPb, 1966
Folclore no Brasil – Fundo de Cultura, Rio, 1967 – 2ª edição, FJA, Natal;, 1980
História da alimentação no Brasil – Ed. Nacional ( 2 vol) fev. 1963), 1967, (col. Brasiliana 322 e 323) – 2ª ed. Itatitaia, 1983
Jerônimo Rosado (1861-1930) – ed. Pongetti, Rio, 1967
Seleta, Luís da Câmara Cascudo – Ed. José Olímpio, Rio, 1967 – org. por Américo de Oliveira Costa. – 2ª Ed. 1972.
Coisas que o povo diz – Bloch, 1968
Nomes da Terra – Fundação José Augusto, Natal, 1968
O tempo e eu – Imp. Universitária – UFRN, 1968
Prelúdio da cachaça – IAA, (maio, 1967), 1968
Pequeno manual do doente aprendiz – Ed. Universitária – UFRN, 1969
Gente viva – Ed. Universitária UFPe, 1970
Locuções tradicionais no Brasil – UFPE, 1970 – 2ª edição, MEC, Rio, 1977
Ensaios de etnografia brasileira – INL, 1971
Na ronda do tempo – Ed. Universitária, UFRN, 1971 (livro biográfico)
Sociologia do Açúcar – MIC – IAA, 1971. Coleção Canavieira n. 5
Tradição, ciência do povo – Perspectiva, S. Paulo, 1971
Ontem – (maginações) – Ed. Universitária UFRN, 1972
Uma História da Assembléia Legislativa do RN – FJA, 1972
Civilização e cultura (2 vol.) – MEC/Ed. José Olímpio, 1973
Movimento da independência no RN – FJA, 1973
O Livro das velhas figuras – (6 vol.) – 1, 1974; 2, 1976; 3, 1977; 4, 1978; 5, 1981; 6, 1989 – Inst. Histórico e Geográfico do RN
Prelúdio e fuga do real – FJA, 1974
Religião no povo – Imprensa Universitária, UFPb, 1974
História dos nossos gestos – Ed. Melhoramentos, 1976
O Príncipe Maximiliano no Brasil – Kosmos editora, 1977
Antologia da alimentação no Brasil – Livros Técnicos e Científicos ed., 1977
Três ensaios franceses, FJA, 1977 (do Motivos da Literatura Oral da França no Brasil, Recife, 1964 – Roland, Mereio e Heptameron)
Mouros e Judeus – Depto. de Cultura, Recife, 1978
Superstição no Brasil – Itatiaia, S. Paulo, 1985
FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_da_C%C3%A2mara_Cascudo

domingo, 6 de julho de 2008

FALÁCIA NEOLIBERAL: FAÇA O QUE EU DIGO, MAS, NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO!

Uma das bandeiras defendidas pelos neoliberalistas (leia-se chupa-pau de americano), é dizer que o capital que determina as leis do sistema não tem pátria e que, por isso, acusar os EUA de explorarem os países do terceiro mundo com as suas multinacionais é bobagem. Ok, então vejamos: vamos tomar como exemplo as nossas próprias casas para rebater esse argumento: Já pararam pra pensar nas marcas dos produtos eletro-eletrônicos que há em nossos lares? A marca da sua geladeira, do seu aparelho de DVD e de som, etc, pertence a qual país? Resposta: quando não vêm do Japão ou Alemanha, vem de onde? Dos EUA, é lógico! NENHUM aparelho eletro-eletrônico é fabricado no Brasil! Isso agregaria valor ao produto e os EUA só nos permite vender matérias-primas e produtos manufaturados. Mas, onde eu quero chegar com isso? É o seguinte: existe nos EUA e nos outros países capitalistas do 1° mundo, uma lei que obriga as multinacionais a manter os lucros obtidos em seu solo, no próprio país. Ou seja, se uma multinacional brasileira como a Petrobrás, por exemplo, se instalar em solo americano, ela não poderá enviar os lucros que obteve nos EUA para a sua matriz no Brasil. O mesmo já não ocorre por aqui. O imperialismo ianque nos obriga, com a complacência criminosa das "nossas" autoridades a permitir que as suas multinacionais instaladas aqui possam mandar seus lucros para o país de origem, sem problema nenhum, sem fazer qualquer objeção. Outro exemplo: A "nova" ordem neoliberal professa que, para alcançarmos o paraíso capitalista, devemos abaixar drasticamente as nossas tarifas aduaneiras, permitindo que os produtos industrializados destes países possam entrar no nosso, para competir com a nossa indústria. Entretanto, os EUA, tido como a meca do capitalismo, FAZ EXATAMENTE O OPOSTO DO QUE PREGA AOS OUTROS PAÍSES!
Não há, no mundo atual, país que proteja tanto a sua economia quanto os EUA! Eles o fazem através de vários mecanismos que ajudam a dar uma aura de legalidade à sacanagem: subsídios agrícolas, crédito fácil e barato, prática de dumping, etc. Entretanto, se é o Brasil a adotar tais práticas, dá-lhe acusações de protecionismo, pressões pela abertura de mercados e recursos na OMC (que, alíás, está nas mãos deles).
Nos países do 3° mundo, onde suas multinacionais operam, praticam atos que em seu próprio país é proibido por lei: formação de cartéis e oligopólios, achatamento salarial, preços exorbitantes... Mas, isso não é tudo! Os puritanos quaquers criaram em seu solo (Breton Woods), uma instituição que tem a função de ditar a cartilha neoliberal para os países subdesenvolvidos. Essa instituição, o FMI (Fundo Monetário Internacional) tem em seu receituário regras como:

-Abertura total ao capital estrangeiro, principalmente o especulativo;

-Não se gastar mais do que se arrecada, principalmente em projetos sociais, pois é preciso fazer caixa para pagar juros da dívida e criar um superávit primário (que funcionará como uma garantia de que o Brasil não deixará de honrar suas "dívidas" num eventual cenário de crise econômica). Neste ítem, tem papel fundamental a criação pelo governo FHC da Lei de Responsabilidade Fiscal;

-Permissão de que as empresas estrangeiras operem em igualdade de condições com as empresas nacionais (na prática, as empresas estrangeiras conseguem facilidades maiores do que as nacionais para operarem aqui. Vide o caso da Gurgel e da FNM).


Mas, o interessante de tudo isso, é que os EUA, país criador do FMI, NÃO SEGUE UMA ÚNICA VÍRGULA DO RECEITUÁRIO DITADO PELO ÓRGÃO! Pelo contrário. Então o que faz os nossos governos adotarem dócil e submissamente tal remédio?

Cabe então a pergunta: SE O CAPITAL NÃO TEM PÁTRIA, POR QUE OS EUA NÃO ADOTAM AS MESMAS REGRAS QUE IMPÕEM AOS PAÍSES SUBDESENVOLVIDOS?

SE O CAPITAL NÃO TEM PÁTRIA, POR QUE OS EUA PROTEGEM TANTO A SUA ECONOMIA E AS SUAS EMPRESAS, ENQUANDO OBRIGA AS NAÇÕES SUBDESENVOLVIDAS A ABRIREM OS SEUS MERCADOS?

SE O NEOLIBERALISMO DIZ QUE OS PAÍSES DEVEM REDUZIR O ESTADO AO MÍNIMO, DELEGANDO TODOS OS SETORES À INICIATIVA PRIVADA, POR QUE OS EUA TÊM UM ESTADO TÃO FORTE E INTERVENCIONISTA (É TÃO INTERVENCIONISTA, QUE INTERVEM ATÉ NOS PAÍSES ALHEIOS)?


Os EUA jamais confundem a doença com o remédio, já dizia o grande ideólogo uruguaio Eduardo Galeano em "As Veias Abertas da América Latina".